ANSIEDADE. VOCÊ SOFRE COM ELA?

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Os humanos fazem uma espécie de animais muito interessantes: têm lá suas capacidades, crenças e inclinações; além do mais, somam-se suas esquisitices, manias e doidices. Escrevo o sobredito, pois aconteceu de me procurar uma moça com a queixa: doutor, “sinto uma ansiedade… um negócio aqui que sobe e que desce”, disse-me, passando os dedos pelo tórax.

De um lado, a ansiedade pode ser benéfica, entendida como sensações e sentimentos úteis para a preservação da vida. Por outro, pode ser um “estado”, um sintoma, descrito como fenômeno bio-psíquico-social, de alta complexidade e envolvido em graves circunstâncias existenciais ou distúrbios psicológicos.

Alguns fenômenos interdependentes precipitam tal “estado”. Em uma explicação didática, com exemplos do dia-a-dia, mostro como ela se configura, muitas vezes de maneira inconsciente. Assim: o excesso de preocupações; a afobação ou a pressa; auto cobrança constante; perfeccionismos; rigidez mental e hábitos metódicos; obsessões e compulsões; poucos limites; altas expectativas; tensões familiares e profissionais; ritmo frenético de vida; senso indevido de responsabilidades; não realização social, econômica, sexual ou afetiva; sensação de não pertencimento; diminuída a habilidade de previsões; medos; descontentamentos ou sofrimento continuado.

Perceba, leitora, a ansiedade nunca anda só…

Igualmente, não podemos nos esquecer de possíveis alterações no funcionamento dos neurotransmissores ou das pressões e coações sociais que se intrometem decididamente na vida dos humanos.

Freud narra as “manifestações de ansiedade” {sic} como uma incandescente ocorrência de estímulos externos ou internos, que se tornam sensoriais, viscerais e que se  enraízam no profundo do Ego. Vendo a força destas ‘manifestações’, penso que deve haver relações entre a ansiedade, a angústia e o vazio interior.  

Pois é, a ansiedade faz parte integrante do que eu entendo por um “ritual de sofrimentos”, ritual este que o humano sabe vivenciar com maestria, sentindo, até mesmo, uma boa dose de prazer neste sofrer…       

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